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Tamanho e Proporções
Tamanho
Machos de 58,5cm a 68,5cm (23’ a 27’) na cernelha; fêmeas 56cm a
65cm (22’ a 25’1/2) na cernelha. Desqualificação – Todo macho ou
fêmea abaixo do tamanho mínimo.
Proporções
O BRIARD não é de construção atarracada. Nos machos, o
comprimento do corpo medido da ponta do ombro até a ponta do
ísquio, é igual ou ligeiramente maior do que a altura da
cernelha. A fêmea poderá ser um pouco mais longa.
Cabeça
A cabeça do BRIARD sempre dá e impressão de comprimento;
tendo largura suficiente, mas, sem ser pesada. O comprimento
correto de uma boa cabeça medido do occipital à ponta do nariz é
cerca de quarenta por cento (40%) da altura do cão na cernelha.
Não se faz objeção à uma cabeça, ligeiramente mais longa,
especialmente se o animal tende a um corpo de linhas mais
alongadas. Vista de cima, de frente ou de perfil, sua silhueta,
com pelagem plena dá a impressão de dois retângulos do mesmo
comprimento, porém com altura e largura diferentes,
misturando-se de forma abrupta. O retângulo maior corresponde ao
crânio e o outro ao focinho. A cabeça junta-se ao pescoço em um
ângulo reto e é portada orgulhosamente, alerta. É esculpida em
linhas definidas, sem bochechas ou expresso de carne dos lados,
abaixo dos olhos, ou nas têmporas.
Expressão – o olhar é franco, interrogativo e confiante.
Olhos – Os olhos são inseridos bem separados com os
cantos internos e externos no mesmo nível. Grandes, bem abertos
e calmos, eles nunca dever ser estreitos ou inclinados. A cor
deve ser preta ou preta-amarronzada com pigmentação muito escura
do bordo das pálpebras, independentemente da cor da pelagem.
Desqualificação – Olhos amarelos ou manchados.
Orelhas – Devem ser inseridas altas, têm o couro grosso e são
firmes na base. Orelhas de inserção baixa fazem com que a cabeça
aparente ser muito arqueada. O comprimento da orelha natural
deve ser igual ou, um pouco menor que a metade do comprimento da
cabeça, e sempre plana e coberta por pelos longos. A orelha
natural não deve ficar achatada contra a cabeça e, quando alerta
é levantada ligeiramente, conferindo ao topo do crânio um
aspecto quadrado. As orelhas quando cortadas dever ser portadas
eretas e paralelas, enfatizando as linhas paralelas da cabeça;
quando alertas devem voltar-se para frente, bem abertas, com os
pelos longos caindo por cima de sua abertura. A orelha cortada
deve ser longa, larga na base, afilando gradualmente para uma
ponta arredondada.
Crânio – A largura da cabeça ( que é também, a medida
transversal do crânio) é um pouco menor que o comprimento do
crânio medido do occipital ao stop. O occipital é proeminente e
a testa, muito ligeiramente arredondada, apesar de não serem
claramente visíveis na cabeça completamente coberta por pelos.
Focinho – O focinho com bigodes e barba é um tanto largo
e termina em um ângulo reto. Não ser estreito ou pontuado.
Planos – a cana nasal é paralela à linha superior do
crânio, e a junção das duas forma um stop bem marcado, que fica
a meia distância entre o occipital e a ponta do nariz, e no
nível dos olhos. O nariz é mais para quadrado do que para
redondo, sempre preto e com narinas bem abertas.
Desqualificação - Nariz de outra cor que não o preto.
Lábios – os lábios são de grossura mediana, de contornos
firmes e muito bem ajustados; sem pregas ou abas nas comissuras
labiais. Os lábios são pretos. Mordedura – Dentes – fortes,
brancos e perfeitamente dispostos numa mordedura em tesoura.
Pescoço, Linha Superior e Corpo
Pescoço – é forte e bem constituído, e em forma um cone
truncado, ajustando-se bem aos ombros. Ele é fortemente
musculado e tem bom comprimento.
Linha Superior – no BRIARD é constituída com uma inclinação
muito pequena a partir da cernelha proeminente, para baixo, em
direção ao dorso (que é reto) ao lombo e à garupa que é
ligeiramente inclinada. A garupa é bem musculosa e um pouco
descida para conferir uma terminação bem arredondada. A linha
superior é forte, nunca selada ou arqueada.
Corpo – o tórax é largo e profundo com costelas,
moderadamente arqueadas; em forma de ovo, e costelas não muito
arredondadas. O esterno um pouco avançado na frente, descendo
ligeiramente ao nível dos cotovelos e modelado para conferir boa
profundidade ao tórax. O abdômen é moderadamente esgalgado, mas
mesmo assim apresenta um bom volume.
Cauda – sem cortes, bem franjada, formando um gancho na
ponta; é de porte baixo não se desviando nem para a direita nem
para a esquerda. Em repouso, as vértebras da cauda alcançam a
junta do jarrete, mantendo o gancho, de maneira similar ao
formato de um “j” tipográfico, quando o cão é visto pelo seu
lado direito. Em movimentação ela se eleva fazendo uma curva
harmoniosa, nunca ficando acima do nível da linha superior
exceto pelo gancho da ponta.
Desqualificação – Cauda inexistente ou cortada.
Anteriores
As escápulas são longas e inclinam-se formando um ângulo de 45
graus com a horizontal, presas firmemente por forte musculatura
e fundindo-se com a cernelha, de maneira suave.
Pernas – são poderosamente musculadas e de ossos fortes.
As pernas anteriores quando vistas de lado são verticais, exceto
pelos metacarpos que são apenas, ligeiramente, inclinados.
Vistas de frente ou de trás, as pernas são retas e paralelas com
a linha mediana do corpo, e nunca viradas para dentro, ou para
fora. A distância entre as pernas da frente é igual a distância
entre as pernas de trás. A estrutura das pernas é de extrema
importância, pois, determina a habilidade do cão e a sua
resistência a fadiga.
Quintos dedos – os quintos dedos dos anteriores podem, ou
não, ser removidos.
Pés – fortes e arqueados, de formato ligeiramente oval.
Os pés, na linha de movimento, movem-se retos para a frente. Os
dedos são fortes, bem arqueados e compactos. As almofadas são
bem desenvolvidas, compactas, elásticas, revestidas por tecidos
fortes. As unhas são sempre pretas e duras.
Posteriores
Os posteriores são poderosos, produzindo movimentos flexíveis
quase incansáveis. A pelve em relação à horizontal, se inclina
em 30 graus e forma um ângulo reto com o fêmur. Pernas – vistas
de lado, as pernas são bem anguladas, com os metatarsos
ligeiramente inclinados, e o jarrete fazendo um ângulo de 135
graus.
Quintos dedos – devem existir dois quintos dedo em cada
uma das pernas traseiras, são situados baixos, conferindo uma
base ampla para o pé. Ocasionalmente, uma unha pode se quebrar
completamente. O cão não deve ser penalizado pela unha que se
perdeu, desde que o dedo correspondente esteja presente. Com
muito propriedade os quintos dedos constituem dedos funcionais
adicionais. Desqualificação - menos do que dois quintos dedos em
cada perna de trás . Pés – a posição dos pés está correta se os
dedos dos pés de trás apontarem para fora ligeiramente quando os
jarretes e metatarsos são paralelos.
Pelagem
O pelo externo é áspero, duro e seco (produzindo, quando
friccionado por entre os dedos, um ruído seco de raspagem). Ele
cai assentado, descendo naturalmente em mechas longas,
ligeiramente onduladas, e têm o brilho da boa saúde. Nos ombros
o comprimento dos pelos é geralmente, 15,5cm (6’) ou mais. O sub
pelo é delicado e denso por todo corpo. A cabeça é bem coberta
por pelos, que deitam-se para baixo formando um repartido
natural no centro. As sobrancelhas não são caídas mas,
espetadas, arqueando-se para cima e para fora, fazendo uma curva
que vela, levemente os olhos. O pelo nunca deve ser tão
abundante que mascare a forma da cabeça ou cubra completamente
os olhos.
Cor
São permitidas todas às cores uniformes, exceto o branco. As
cores são: preto, vários matizes de cinza, e vários matizes de
fulvo. São preferidos os matizes mais profundos de cada cor. São
permitidas combinações de duas ou três cores, contanto que não
haja manchas definidas e a transição de uma cor para a outra se
faça gradual e simetricamente. O único branco permitido são os
pelos brancos no antepeito, que não exceda 2,5cm (1’) de
diâmetro na raiz do pelo. Desqualificação – pelagem branca,
pelagem com manchas definidas, mancha branca no antepeito que
exceda 2,5cm (1’) de diâmetro.
Movimentação
O BRIARD bem construído é um prodígio de força flexível.
Sua movimentos tem sido descritos como os do metal “mercúrio”, e
permitem que faça viradas abruptas, partidas elásticas e paradas
súbitas como o requerido para um cão de pastoreio. Sua
movimentação é flexível e leve, quase como a de um grande
felino. A movimentação dá a impressão de que ele desliza ao
longo do chão sem toca-lo. Movimentos fortes e flexíveis são
essenciais para um cão de ovelhas. Ele é acima de tudo um
trotador, e deixa rastros simples (“single tracking”);
ocasionalmente, galopa e freqüentemente precisa alterar a sua
velocidade para executar o seu trabalho. Sua conformação é
harmoniosamente balanceada e forte para mantê-lo no longo dia de
trabalho. Cães em movimentação desajeitada ou deselegante devem
ser penalizados.
Temperamento
É um cão basicamente com espírito e iniciativa, sensato e
destemido, sem nenhum traço de timidez. Inteligente, fácil de
ser adestrado, fiel, gentil e obediente, o BRIARD possui uma
excelente memória e um desejo ardente de agradar o seu dono. Ele
preserva, em alto grau, os seus instintos ancestrais de guarda
da casa e do dono. Ainda que seja reservado com estranhos, é
amoroso e leal com os que ele conhece. Às vezes pode demonstrar
uma certa independência.
Desqualificações
§ Todos os machos ou fêmeas abaixo dos limites do tamanho
mínimo.
§ Olhos amarelos ou manchados.
§ Nariz de outra cor que não preto.
§ Cauda inexistente ou cortada.
§ Menos do que dois quintos dedos em qualquer perna de trás.
§ Pelagem branca.
§ Pelagem com malhas definidas.
§ Mancha branca no antepeito excedendo, 2,5cm (1’) de diâmetro.
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