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 Fila Brasileiro

APARÊNCIA GERAL


Raça tipicamente molossoide. Poderosa ossatura, figura retangular e compacta, porém harmoniosa e proporcional. Apresenta, aliada à massa, uma grande agilidade concentrada e facilmente perceptível. As fêmeas devem exibir feminilidade bem pronunciada, destacando-se nitidamente dos machos.
 


CARÁTER E TEMPERAMENTO

Dotado de coragem, determinação e valentia notáveis. Para com os de sua casa é dócil, obediente e extremamente tolerante com as crianças, proverbial em sua fidelidade, procurando com insistência a companhia dos donos. Caracteriza-se pela ojeriza a estranhos. De comportamento sereno, revelando confiança e segurança próprias, suporta perfeitamente ambientes e ruídos estranhos. É inexcedível guarda da propriedade dedicando-se também, e instintivamente, às lides de gado e à caça de animais de grande porte. Nas exposições, em geral, não permite ser tocado pelo árbitro e se o atacar, tal reação não deve ser considerada falta, mas apenas confirmação do seu temperamento.

MOVIMENTAÇÃO

Passos largos, elásticos, lembrando o dos felinos. Como principal característica movimenta os dois membros de um mesmo lado para depois movimentar os do outro (passo de camelo), o que lhe confere movimentos gigantes com balanços laterais do tórax e dos quadris, acentuados na cauda quando está erguida. Quando a passo, mantém a cabeça abaixo da linha do dorso. Trote fácil, suave, livre, de passadas largas, com bom alcance rendimento. Galope poderoso no qual alcança velocidade insuspeita em cães de tal porte e peso.
A movimentação do FILA BRASILEIRO é sempre influenciada por suas articulações, típicas de molosso, o que não só dá a impressão, mas efetivamente lhe permite, súbitas e rápidas mudanças de direção.

EXPRESSÃO
Em repouso é calma, nobre, segura. Nunca apresenta olhar vago ou de enfado. Em atenção, sua expressão deve ser de determinação, refletida em olhar firme e penetrante.

CABEÇA
Grande, pesada, maciça, sempre em harmonia com o corpo. Vista de cima é de aspecto trapezoidal, no qual se insere um formato periforme. Vista de perfil, o focinho e o crânio devem ter, aproximadamente, a proporção de 1 por 1 (um por um) sendo o primeiro ligeiramente menor que o segundo.

CRÂNIO
De perfil, mostra suave curva do stop ao occipital que é bem marcado e saliente, notadamente nos filhotes.
De frente é largo, amplo, com linha superior ligeiramente curva. Suas laterais descem em curva quase vertical, estreitando-se para o focinho, nunca formando degrau.

STOP
Visto de frente é praticamente inexistente. Sulco mediano em suave ascendência até, aproximadamente, a metade do crânio. Visto de lado é baixo, inclinado e virtualmente formado pelas arcadas superciliares, muito desenvolvidas.

FOCINHO
Forte, largo, profundo sempre em harmonia com o crânio. Visto de cima é cheio sob os olhos, estreitando-se muito levemente até o meio, alargando-se também levemente até a curva anterior. Visto de perfil tem linha superior reta ou levemente romana, nunca ascendente. Linha anterior próxima da perpendicular à superior com ligeira depressão logo abaixo do nariz, e seguindo para a linha inferior, por uma curva perfeita dos lábios superiores que, grossos, pendentes, sobrepõe-se aos inferiores, definindo a linha inferior do focinho, quase paralela à superior, terminando com a comissura labial sempre aparente. Lábios inferiores presos ao maxilar até os caninos, soltos dai para trás com bordas denteadas. Focinho de boa profundidade na raiz, sem ultrapassar o comprimento. Rima labial em forma de "U" invertido profundo.

NARIZ
Narinas largas, bem desenvolvidas, sem ocupar toda a largura do maxilar. De cor preta.

OLHOS
De tamanho médio a grande, em formato amendoado e bem afastados de inserção média a profunda, coloração do castanho escuro ao amarelo, sempre em harmonia com a pelagem. Devido à pele solta, muitos exemplares, apresentam pálpebras caídas, detalhe que não deve ser considerado falta, pois aumenta o aspecto triste do olhar típico da raça.

ORELHAS
Caídas, grandes, grossas, em forma de "V". Largas na base, estreitando-se na extremidade, que é arredondada. Inseridas na parte mais posterior do crânio, na altura da linha média dos olhos, quando em repouso e elevando-se acima da inserção original quando em atenção. São de raiz inclinada, com o bordo anterior mais alto que o posterior. Apresentam-se caídas de lado ou dobradas para trás de modo a se ver o seu interior.

DENTES
Destacam-se pela largura em relação à altura. São fortes e claros. Os incisivos superiores largos na base e afilados na ponta. Os caninos são poderosos, bem implantados e afastados. A mordedura é em tesoura, sendo admitida em torquês.

PESCOÇO

Extraordinariamente forte e musculoso, dando a impressão de curto. Bordo superior com leve convexidade, bem destacado do crânio. Garganta provida de barbelas.

LINHA SUPERIOR
Cernelha em linha inclinada, aberta devido ao afastamento das escápulas e ligeiramente mais baixa que a garupa. No ponto em que termina a linha superior muda de direção ascendendo suavemente até a parte anterior da garupa, sem qualquer tendência a sela ou carpeamento.

GARUPA
Larga, longa, angulada aproximadamente a 30 graus da horizontal, definindo curva suave. Pouco mais alta do que a cernelha. Vista por trás a garupa deve ser ampla, de largura aproximadamente igual à do tórax, podendo ser ainda mais larga nas fêmeas.

TRONCO
Forte, coberto de pele grossa e solta, largo e profundo. Tórax mais comprido do que o abdômen. O comprimento do tronco é dado pela altura na cernelha mais dez por cento, medido do antepeito à parte posterior da nádega.

TÓRAX
Costelas de bom arqueamento, sem todavia influenciar a posição dos ombros; peito largo e profundo, atingindo a ponta do cotovelo. Peitorais (antepeito) bem salientes.

FLANCO
Menos comprido e menos profundo do que o tórax, mostrando a separação das suas partes componentes. Nas fêmeas as abas dos flancos são mais desenvolvidas. Visto por cima deve ser menos largo e cheio do que o tórax e a garupa, porém sem marcar cintura.

LINHA INFERIOR
Peito longo e paralelo ao solo em tosa a sua extensão.
Ventre suavemente ascendente, nunca esgalgado.

ANTERIORES
Ombros estruturados idealmente por dois ossos de igual tamanho (escápula e úmero) sendo que o primeiro é angulado a 45 graus da horizontal e este aproximadamente a 90 graus do primeiro. A articulação escápulo-umeral forma a ponta do ombro, que deve situar-se ao nível da ponta do esterno, um pouco a retaguarda desta. No ideal, o ombro deve ocupar o espaço da cernelha ao esterno, e a ponta do ombro deve situar-se a meia altura dessa distância. Uma perpendicular imaginária, descendo da cernelha deve atravessar o cotovelo e atingir o pé.

PERNAS
Devem ser paralelas. De ossatura poderosa e retas; carpos fortes e aparentes, metacarpos curtos, levemente inclinados. A altura do membro anterior, do cotovelo ao chão, deve igualar-se à do cotovelo à cernelha.

PÉS
Formados por dedos fortes e bem arqueados, não muito juntos, apoiado em almofadas digitais espessas e contornando almofadas plantares largas, profundas e grossas. Em sua posição correta os dedos devem apontar para a frente. Unhas fortes, escuras, podendo ser brancas, quando esta for a cor do respectivo dedo.

POSTERIORES
De ossatura não tão forte como a dos anteriores, porém nunca deverá parecer fina em relação ao todo. Coxa larga, de bordos abaulados, formados que são pelos músculos que descem do ílio e do ísquio, estes últimos desenhando a curva da nádega, razão de se exigir o ísquio de bom comprimento.

PERNAS
Paralelas, tarsos fortes, metatarsos levemente inclinados, mais altos que os metacarpos. Angulações de joelho e jarrete, moderadas.

PÉS
Um pouco mais ovalados do que os anteriores e iguais a estes no restante. Não devem apresentar quintos dedos (ergots).

CAUDA
De raiz muito larga, de inserção média, afinando rapidamente para terminar ao nível do jarrete. Quando o cão está excitado, eleva-se, acentuando a curva da extremidade. Não deve cair sobre a linha superior ou enroscar-se.

TAMANHO
- Altura dos machos: 65cm a 75cm.
- Altura das fêmeas: 60cm a 70cm .

PESO
Mínimo de 40 kg para as fêmeas. Machos mínimo de 50 kg.

COR
As permitidas são todas as cores sólidas excetuando-se as desqualificantes; tigradas de fundo nas cores sólidas, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados, podendo apresentar, ou não, máscara preta.
Em todas as cores permitidas admitem-se marcações brancas nos pés, peito e ponta da cauda. Indesejáveis manchas brancas no restante da pelagem.

PELE
Representa um dos característicos rácicos mais importantes. Deve ser grossa, solta em todo o tronco, principalmente no pescoço formando pronunciadas barbelas e, em muitos casos, prosseguindo pelo peito e abdômen. Alguns cães apresentam uma dobra nas laterais da cabeça e também na cernelha, descendo até o ombro. Estando o cão em repouso, a cabeça não deve apresentar rugas; excitado, a contração da musculatura sob a pele do crânio, para erguer as orelhas, forma, entre estas, pequenas rugas longitudinais ao crânio.

PELO
Baixo, macio, espesso e bem deitado.

PROVA DE TEMPERAMENTO

Obrigatória a todos os exemplares (após 12 meses); para que tenham seus títulos de campeonato homologados, deverão ter o certificado de apto na prova de temperamento. Sua realização deverá ser obrigatória em exposições especializadas. Facultativa nas gerais, a critério do juiz, desde que sejam realizadas fora do recinto da exposição e públicas. Esta prova compreende:

1) - Ataque com vara - Onde o cão deverá atacar à frente do apresentador, sem deste revelar dependência, permanecendo o condutor imóvel. Fica expressamente proibido bater ou tocar no animal.

2) - Prova de tiro - Deverão ser dados tiros de festim à distância de 5 (cinco) metros do cão, devendo este colocar-se em atenção, revelando confiança e segurança próprias.

3) - Durante todo o desenvolvimento da exposição o árbitro deverá avaliar o comportamento do animal, em especial sua expressão, e durante a prova de temperamento:
a) - A ojeriza do animal a desconhecidos; b) - a segurança, coragem, determinação e valentia do exemplar.

FALTAS GERAIS
- Cripto ou monorquidismo;
- Uso de artifícios;
- Albinismo;
- Atipia;
- Quaisquer desvio da descrição do padrão

DESQUALIFICASTES

1) - Agressividade ao dono;
2) - Covardia;
3) - Nariz cor de carne;
4) - Retrognatismo;
5) - Prognatismo com dentes à mostra estando a boca fechada;
6) - Falta de 1 (um) canino ou 1(um) molar, exceto o 3º (terceiro).
7) - Olhos azuis louçados;
8) - Orelhas ou caudas operadas;
9) - Garupa mais baixa do que a cernelha;
10) - Todos os cães brancos, cinza rato, malhados, manchetados, azuis e preto e canela (black & tan);
11) - Abaixo do mínimo de altura;
12) - Ausência de pele solta;
13) - Ausência de "passo de camelo".
MUITO GRAVES
1) - Cabeça pequena;
2) - Lábios superiores curtos;
3) - Stop pronunciado visto de frente;
4) - Olhos salientes;
5) - Falta de 2 (dois) dentes exceto os P1 (primeiros premolares);
6) - Falta de barbelas;
7) - Apatia e timidez;
8) - Sensibilidade negativa ao tiro;
9) - Linha Superior carpeada;
10) - Linha superior plana;
11) - Linha inferior excessivamente esgalgada;
12) - Jarrete de vaca
; 13) - Ausência de angulação dos posteriores (perna de porco);
14) - Ossatura leve;
15) - Falta de substância;
16) - Acima do máximo da altura;
17) - Marcações em branco que excedam 1/4 do geral;
18) - Despigmentação das pálpebras;
19) - Olhos redondos;
20) - Figura quadrada.

FALTAS GRAVES

1) - Focinho curto;
2) - Orelhas pequenas;
3) - Orelhas de implantação alta;
4) - Olhos excessivamente claros;
5) - Presença de rugas no crânio, estando o animal em repouso;
6) - Prognatismo;
7) - Falta de 2 (dois) dentes;
8) - Papada;
9) - Linha superior selada;
10) - Garupa muito estreita;
11) - Cauda portada enroscada, acima da linha do dorso;
12) - Peito pouco profundo;
13) - Desvios acentuados de metacarpo e metatarso;
14) - Posteriores muito angulados;
15) - Passos curtos..

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